quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Você olha ao seu redor ?


Cosmopolita, vibrante, dinâmica e contemporânea. Assim poderíamos descrever a cidade de São Paulo, que impressiona e exerce uma atração para diversas pessoas.
Mas não é só isso que movimenta a cidade. São Paulo possui histórias, costumes e principalmente memórias. E é nesse sentido que partiremos em nossa viagem pela cidade.
Em busca de um novo olhar, procuramos por novas experiências que a cidade poderia nos oferecer. Em uma cidade grande e agitada como São Paulo e em um cotidiano corrido será que é possível enxergarmos o que ninguém enxerga?
Passamos por diversas pessoas e objetos no nosso caminho, porém muitas vezes acabam passando despercebidos.
À busca da imagem invisível, partimos a nossa viagem na Av. Paulista. No meio do ritmo alucinante do coração da cidade, onde as pessoas circulam entre as ruas e se esbarram uma nas outras, nos deparamos com estudante Denis, de 22 anos.
Aparentemente uma pessoa simples, que passaria despercebida no meio da multidão, Denis nos encantou ao contar um pouco da sua história e modo de vida excêntrico. O garoto cursa Letras na USP e mora no bairro do Ipiranga. É um jovem que segue uma política ecológica e uma economia solidária. Em pequenas ações como pintar a casa com gel tinta por ser abundante, ecológico e barato ele transparece uma personalidade forte em uma pessoa que carrega grandes princípios e valores. E mesmo não aparente em seu estilo, ele participa do movimento punk.
Há um tempo Denis era vegetariano, mas tornou-se vegânico (o veganismo defende um regime alimentar vegetalista). Mas segundo ele, sua família não apóia muito nenhuma dessas duas opções. Atualmente Denis trabalha no colégio Etapa corrigindo redações.
Suas experiências de vida não são poucas. O moço diz ter morado em um espaço punk onde tudo tinha e acontecia – baladas, bar, biblioteca comunitária, shows.
E tem mais, essa figura versátil ainda se arrisca a mexer com permacultura (sistema, inspirado nos ecossistemas naturais, que visa a construção de comunidades humanas ecológicas ou de sistemas agrícolas estáveis, equilibrados, auto-suficientes e que causem reduzido impacto ambiental).
A incrível história de Denis nos ajudou a seguir com o nosso objetivo de buscar um novo olhar para a cidade. Nossa viagem continuou agora pelo bairro de Santana ...!
Como toda pessoa que estuda e trabalha, ao chegar ao meu bairro, não vejo a hora de entrar em casa e descansar. E é nessa correria do dia-dia que deixamos de perceber sutilezas tão bonitas e tão próximas da gente.
Em um dia como outro qualquer, reparamos em algo diferente. Frequentamos o metrô diariamente e nos deparamos com um objeto novo, uma peça clássica e erudita, um piano. É estranho imaginar uma peça dessas em um lugar tão agitado, movimentado e nada clássico como metrô. E foi aí que estava o encantamento. Pessoas param para tocar e outras para ouvir, apreciar. Em uma cidade tão agitava como a nossa, precisamos desses momentos singelos, que nos proporcionem um diferencial no nosso dia-dia tão rotineiro, fazendo-nos viajar embalados por uma linda melodia musical.
Ficamos encantadas com a linda melodia naquele momento, tocada por um senhor já com seus sessenta anos e cego. A paixão com que ele dedilhava sobre as teclas incessantemente era de emocionar. E ao seu lado, um jovem rapaz tocando a mesma melodia no violino em um improviso. Juntos eles comporam um lindo número. Ao terminarem, eram só aplausos ...

Algumas vezes, para encontrar nosso equilíbrio, basta olhar ao redor. Você olha ao seu ?


Beijinhos

Nenhum comentário:

Postar um comentário